As inscrições para o processo de seleção de residentes para o Programa Nacional de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade estão abertas até o dia 18 de fevereiro por meio da site da Escola GHC, onde também consta o edital. O processo seletivo destina-se a candidatos médicos para o provimento de vagas no território nacional, num total de 16 vagas.
Como parte integrante do Programa Mais Médicos para o Brasil, o estímulo à residência dá continuidade ao provimento e formação de médicos no país. Nesse sentido, o Ministério da Saúde vem implementando diversas ações para incentivar a Residência Médica nas áreas prioritárias e de maior escassez de especialistas. Uma das principais necessidades é a de médicos que atuem na Atenção Básica em Saúde, e o que melhor preenche esse perfil é o médico de família e comunidade. Para isso, o Ministério da Saúde pretende disponibilizar, até o ano de 2018, cerca de 12.500 vagas para residência nessa especialidade. Para atingir essa meta, a partir deste ano, entra em vigor a ampliação de vagas nas residências médicas existentes, a criação de novos programas de medicina de família e comunidade vinculadas a universidades e municípios, bem como o projeto que institui, em território nacional, a residência médica descentralizada.
Atuando há mais de 35 anos na formação de médicos de família e comunidade, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) é uma referência nacional e internacional no assunto. Assim, em parceria com a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, o GHC é responsável por desenvolver e implementar esse projeto para o país. Inicialmente serão disponibilizadas 16 vagas para residentes em cinco cidades gaúchas: são elas Alvorada, Cachoeirinha, Viamão, Osório e Igrejinha, além de quatro cidades de outros Estados, que são Lapa (PR), Quirinópolis (GO), Ituverava (SP) e Xanxerê (SC). A partir de 2017 essas vagas devem ser multiplicadas, e mais cidades e estados serão contemplados.
A médica de família e comunidade do Serviço de Saúde Comunitária do GHC, Carla Berger, explica que a Residência Médica Descentralizada é uma estratégia para oportunizar formação e fixação de médicos em locais distantes dos grandes centros urbanos.
A ação traz também benefícios na qualificação do médico de forma geral: “O residente especializado em medicina da família e comunidade é um médico preparado para atender os problemas mais comuns de saúde. Em média, esse tipo de profissional é capaz de resolver 80% dos problemas dos usuários que procuram o posto de saúde”, afirma Carla.
Carla destaca que o objetivo é que, nos próximos anos, sejam implantadas novas vagas de residência de medicina de família e comunidade em outros municípios do território nacional. Para ela o projeto valoriza ainda mais os profissionais do GHC: “É uma importância enorme para a instituição e para os profissionais da medicina de família e comunidade, pois esse projeto é o reconhecimento do serviço que praticamos há tantos anos”, frisa a médica.
Para o site da Escola GHC, clique abaixo.
Créditos: Graziella Silva