A fim de debater a complementação de bolsa para residência em Medicina de Família e Comunidade, foi realizada, nesta quarta-feira, 17 de fevereiro, reunião na Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre com representantes do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Hospital de Clínicas (HCPA), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Escola de Saúde Pública e Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf). A iniciativa conjunta busca um complemento no valor de R$ 1.500,00, a serem pagos pelo município de Porto Alegre, a exemplo do que já ocorre em municípios como Alvorada, Viamão, Cachoeirinha, Igrejinha e Osório, que fazem parte do Programa Nacional de Residência de Medicina de Família e Comunidade.
Conforme o gerente de Saúde Comunitária do GHC, Neio Lúcio Fraga Pereira, presente na reunião, a ideia é estimular que os médicos façam essa residência na Capital. “Estudos mostram que os egressos da residência tendem a permanecer e atuar no local da residência”, revela o gestor. Ele explica que, atualmente, os residentes recebem a bolsa paga pelo Ministério da Saúde, podendo ainda ter um adicional se fizerem curso de preceptoria. Com a complementação de bolsa paga pela Prefeitura, o valor total ficaria mais atrativo, aproximado ao pago em municípios como Rio de Janeiro e Florianópolis, que têm tido maior procura pela residência.
As instituições envolvidas estão formatando proposta a ser levada para o prefeito José Fortunati e devem realizar reuniões sistemáticas para tratar do assunto. A próxima está marcada para a quarta-feira, 24 de fevereiro. O objetivo é que a implantação ocorra ainda este ano. Do primeiro encontro, participaram, além de Neio, o secretário municipal da Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, o representante do HCPA Marcelo Gonçalves, da UFCSPA Ângela Jornada Bem e da Escola de Saúde Pública Élson Farias.
Créditos: Andréa Araujo.