Com a finalidade de discutir a atual situação da violência em âmbitos municipal, estadual e federal, refletir sobre os contextos de violência e as estratégias de proteção do acesso à saúde, assim como subsidiar o desenvolvimento de ferramentas que possam prevenir os incidentes de segurança e proteger os usuários e as equipes de saúde, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou nesta sexta-feira, 11 de março, a roda de conversa “Acesso mais Seguro – Os Contextos da Violência e o Acesso à Saúde”.
O jornalista e sociólogo Marcos Rolim, professor do Instituto Metodista de Porto Alegre (IPA), convidado para o debate, explicou que a segurança pública não é uma fórmula genérica que facilmente se aplica a qualquer contexto social. “Enfrentamos um sério problema com os modelos de polícias aplicados no Brasil. Sofremos com a falta de confiança da população e a falta de registros de crimes sem vítima, como tráfico de drogas. Em outros casos, de violência doméstica, por exemplo, as vítimas não denunciam, e isso é muito prejudicial”, analisou ao afirmar que uma relação de proximidade entre moradores e servidores da segurança, além de um sistema prisional eficiente, reduziriam os danos com a violência que a sociedade encara atualmente.
O gerente de Saúde Comunitária do GHC, Neio Lúcio Fraga Pereira, destacou que a rede de atenção do Grupo lida diariamente com os índices de violência. “Nós, responsáveis por manter a saúde, temos que produzir tecnologias para saber como atuar nos ambientes vulneráveis”, falou o gerente.
O gerente de Recursos Humanos do GHC, Diogo Santos, avaliou que a questão da violência está cada vez mais latente. “Esta é uma conversa muito propícia, pois precisamos criar estratégias para que todos possam fazer o seu trabalho tranquilos”, ressaltou.
A diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, lembrou que o Grupo Hospitalar Conceição é um estrado da sociedade, isto é, o que acontece para as pessoas que estão à volta se reflete no trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde. “Temos que estar à altura destas necessidades e ver o que podemos fazer para mudar as relações sociais e institucionais. Devemos também pensar nos diversos planos que envolvem a segurança e o cuidado”, defendeu a superintendente.
A roda de conversa foi dirigida preferencialmente a trabalhadores e gestores de equipes que atuam nas unidades hospitalares do GHC, bem como em unidades da Gerência de Saúde Comunitária, CAPS, Consultório na Rua, UPA, Programa de Atenção Domiciliar (PAD) e na área da segurança física, conselheiros e lideranças comunitárias. Foram disponibilizadas 80 vagas para o evento, válido como horas de formação para os funcionários do GHC.
O evento ocorreu das 13h às 14h30min, no Auditório do Hospital Cristo Redentor.
Créditos: Mariana Ribeiro