O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou na tarde desta segunda-feira, 11 de abril, a segunda roda de conversa “Acesso Mais Seguro: Os Contextos de Violência e o Acesso à Saúde”. O objetivo da atividade foi construir e aperfeiçoar propostas que qualifiquem a segurança nos hospitais e unidades de saúde do grupo. A mesa de abertura do evento foi composta pelo gerente do Serviço de Saúde Comunitária do GHC, Néio Lúcio Fraga Pereira, o gerente administrativo do Hospital Cristo Redentor (HCR), Alvarim Severo, representando a diretoria do GHC, a assessora da diretoria, Elisabeth Wartchow.
O debate foi conduzido pelos palestrantes, especializados no tema da segurança na saúde: a gerente da área técnica da Saúde da Mulher e superintendente da Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal da Saúde do Rio de Janeiro, Fernanda Prudêncio, e o responsável pelo Programa Acesso à Saúde, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Ricardo Laino.
Na ocasião, o gerente Alvarim Severo destacou o comprometimento do HCR em promover melhorias em relação à segurança no ambiente hospitalar: “Estamos colocando diversas ações em prática e tudo que está sendo feito é para proporcionar um acesso mais seguro para os trabalhadores e usuários do GHC”, afirmou. De acordo com o gerente do Serviço de Saúde Comunitária, Néio Lúcio de Fraga, a experiência dos palestrantes é fundamental para ampliar os conhecimentos diante do atual contexto de violência no Rio Grande do Sul.
“Nós precisamos aprofundar esse debate com quem trabalha com esse tema há mais tempo. É necessário trocar experiências em tecnologia para aprendermos a conviver e minimizar essa situação de convivência em áreas violentas, fatores indispensáveis para seguirmos prestando atendimento de atenção primária à saúde em Porto Alegre”, finalizou.
Debate sobre a violência
Durante o evento com os trabalhadores e gestores dos serviços de saúde do GHC, os palestrantes escutaram o parecer das equipes sobre a violência nas respectivas unidades, além de buscar alternativas para propor estratégias.
Ricardo Laino explicou como aconteceu a adaptação de uma metodologia da Cruz Vermelha utilizada nas unidades de saúde do Rio de Janeiro. Laino ainda salientou o compromisso da Cruz Vermelha: “O trabalho da Cruz Vermelha está sempre voltado para as conseqüências da violência, não temos pretensão em trabalhar com as causas e sim com os efeitos na sociedade”, afirmou.
Após citar as iniciativas realizadas pela Prefeitura do Rio Janeiro na área da segurança, a palestrante Fernanda Prudêncio destacou a importância do debate: “Para o profissional da saúde que trabalha em território vulnerável, dinâmico, violento, é sempre bom ouvir alguma experiência que amenize essa situação”, concluiu.
Créditos: Graziella Silva