O Grupo Hospitalar Conceição (GHC), por intermédio da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP), realizou nesta terça-feira, dia 12 de abril, o curso “Qualificação em Estimulação Precoce - abordagem prática”, dirigido à profissionais da Rede de Atenção à Saúde do Rio Grande do Sul que concluíram o curso no ambiente virtual - Avasus. A atividade prossegue as ações referentes às diretrizes e protocolos do Ministério da Saúde, em resposta às recentes ocorrências de microcefalia, possivelmente associadas ao Zika vírus, problematizando orientações e cuidados de acordo com a realidade do território e da organização da rede.
Na abertura do evento, a diretora superintendente do GHC, Sandra Fagundes, parabenizou a determinação dos profissionais presentes no evento, vindos de diferentes cidades do Estado como Alegrete, Teutônia, Seberi, São Gabriel, Esteio, Novo Hamburgo e Canoas, para discutir esse novo desafio da saúde publica e o cuidado com as novas gerações.
“Há mais de 30 anos começamos aqui um trabalho interdisciplinar de estimulação precoce, com pediatras, psicólogos e demais profissionais da Saúde. Isso se multiplicou em outros espaços do país a ponto de termos um cuidado a primeira infância melhorado e um desenvolvimento de pesquisa que permitiu identificar, hoje, as relações de causa e efeito entre zika e microcefalia”, afirmou a superintendente.
De acordo com Márcia Falcão Fabrício, responsável pela rede de cuidados e estimulação precoce, um dos fatores que mais contribuiu a atual troca de “expertise” entre o Hospital da Criança Conceição (HCC) e a Escola GHC, é que no HCC as crianças com microcefalia recebem um acompanhamento especial, que vai do nascimento até a primeira infância.
Conforme analisou Sandra Fagundes, é necessário o conhecimento técnico na gestão das redes de cuidados, mas igualmente é preciso pensar em logísticas que incluam o custo e o planejamento para levar o tratamento para as mães e seus bebês. “É preciso agir em coletivo, pois seguramente dependerá de outros grupos e de outros atores para fazer valer e aplicarmos esse conhecimento”, ressaltou a superintendente.
Segundo Cristiane Schüller, da Secretaria Estadual da Saúde e da Rede de Cuidados à Pessoas com Deficiência, ainda que o atual problema de saúde pública tenha evidenciado a microcefalia, ela sempre existiu. “Através desta situação vemos que o critério da igualdade nem sempre é justo no nosso trabalho. Pois é a equidade, princípio do SUS que reconhece diferenças nas condições de vida e saúde, que mais se encaixa nesse caso específico de microcefalia e do tratamento de estimulação precoce,” afirmou Cristiane.
Créditos: Lorenzo Leuck