Com mais de 250 participantes e 65 trabalhos inscritos, a V Jornada Científica do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), iniciou nesta quarta-feira, dia 13 de abril, no auditório do ICD, com o painel “Pesquisa no SUS: Conhecimento aplicado à vida”. A mesa de abertura oficial do evento contou com a presença da diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, do diretor técnico, José Fossari, a gerente da Escola GHC, Quelen Silva, o coordenador de Ensino e Pesquisa do GHC, Sérgio Sirena e a coordenadora do conselho gestor dos Hospitais Conceição e Criança, Maria Angélica Machado. De 13 a 15 de abril, a jornada reúne trabalhadores, estudantes, professores, preceptores e residentes do GHC em discussões e apresentações de trabalhos sobre assuntos como Atenção à Saúde, Processos Educacionais e Gestão.
“A nossa missão do Grupo Hospital Conceição é manter o cuidado com as pessoas, no atendimento em saúde, mas também temos o compromisso com o ensino e a pesquisa. E essa quinta edição da jornada com elevado número de inscritos é a reafirmação de que essa instituição segue firme neste propósito, de manter o atendimento à população e ainda ter o espaço para aprendizagem, para socialização e circulação do conhecimento produzido”, destacou a superintendente, citando como exemplo a organização no abastecimento dos insumos nos hospitais.
Para o diretor técnico do GHC, José Fossari, o conhecimento aplicado à vida é uma realidade necessária para qualificar os processos de trabalho. “Nós temos uma grande responsabilidade social no GHC, pois somos vinculados ao Ministério da Saúde e ao Governo Federal, e juntamente com os nossos profissionais prestamos atendimento aos usuários pelo Sistema Único de Saúde (SUS). E por isso o ensino e a pesquisa na saúde devem trazer cada vez mais benefícios à população”, avaliou.
Pesquisa no SUS
O debate sobre “Pesquisa no SUS: Conhecimento Aplicado à vida” teve como painelistas a
diretora superintendente Sandra Fagundes, o coordenador do Comitê de Bioética do GHC, Rogério Amoretti e o filósofo e doutor em Teologia, José Roque Junges.
O conhecimento aplicado à vida foi o tema da palestra do dr. Rogério Amoretti, contextualizando sobre o início da vida dos seres humanos no planeta Terra. “O conhecimento e desenvolvimento tecnológico para a vida pressupõe a proteção à natureza, a educação pela vida, combate à miséria e às desigualdades, os direitos humanos e uma cultura da paz e da integração”, complementou Amoretti, que frisou a relevância do ensino da bioética na saúde.
Já o doutor em Teologia, José Junges, apresentou o tema das Mutações tecno-socio-culturais na compreensão da vida. “A vida são processos moleculares e as conseqüências disso nos levam a estudos genéticos, moleculares, como ocorre na pesquisa sobre o vírus zika. Hoje as pessoas podem otimizar e subjetivar a vida, com seu aprimoramento”, analisou o filósofo.
Em sua intervenção no painel, Sandra Fagundes abordou a importância do ensino e pesquisa aplicado à questões da rotina de trabalho em saúde, destacando o parto humanizado, o horário de visitas, e procedimentos com pacientes que foram qualificados. “A indagação de algo que está no cotidiano de trabalho abre a possibilidade de produzir novos tipos de conhecimentos, como fazem as crianças em sua inquietude. Então essa capacidade de investigação, de procurar respostas, é um dos grandes desafios da produção de pesquisa e novos projetos. Juntamente com um compromisso ético e político, de devolver, de circular para a sociedade o conhecimento construído através de publicações em jornais, sites e revistas, fazendo com que efetivamente essa pesquisa produza diferença na vida da população”, finalizou a superintendente.
Créditos: Lisandro Paim (texto e fotos)