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19.05.2016 VOLUNTARIADO

Casa Apascentar dá estadia a pacientes e familiares do interior do Estado

Assistência e abrigo são oferecidos gratuitamente a quem não tem onde ficar durante consulta ou tratamento nos hospitais Conceição, Criança Conceição e Cristo Redentor
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Casa já acolheu cerca de duas mil pessoas.
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Sueli Amaral mostra as instalações.

Cerca de duas mil pessoas já foram acolhidas desde que a Apascentar foi criada em setembro de 2013 pela Igreja Batista Brasileira (Brasa) e Batista Passo D’Areia. Atualmente, a casa conta com 20 leitos, 14 femininos e seis masculinos, e duas áreas de convivência e fornece quatro refeições diárias: café da manhã, almoço, café da tarde e janta. Além disso, são entregue artigos de higiene pessoal, agasalhos e fraldas para os bebês. Por dois anos, a casa se manteve somente com doações, trabalho voluntário e o apoio da igreja Batista. Porém, no início deste ano, o Governo do Estado passou a arcar com parte das despesas, respectiva a folha de pagamento dos funcionários, que hoje estão em duas psicólogas, uma assistente social, duas cozinheiras e uma faxineira.

Presidente da casa e pastor da Igreja Brasa, Ricardo Glavam afirma que a Apascentar surgiu em decorrência ao Projeto Amor, que, há doze anos, serve refeições a moradores de rua, a acompanhantes de pacientes de hospitais da rede SUS em Porto Alegre e atualmente também da UPA Moacyr Scliar. “Percebemos a necessidade de um abrigo para os acompanhantes, que, muitas vezes, acabavam dormindo nos bancos por não terem onde ir”, afirma Glavam, que, junto a Sueli Amaral, voluntária na área de recreação do Hospital da Criança Conceição (HCC), e outros colaborares, apresentou o projeto ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que o aprovou.

“Sou de poucas palavras, mas não precisa de palavras para agradecer todo o apoio que recebi nesta casa. Obrigado a todos”, dizia uma inscrição no livro de registros da casa, guardado com orgulho e carinho por Glavam, que ressalta: “Para nós, ver as pessoas se realizando assim não tem preço”.

Trajetórias

Quando Kauã nasceu no Hospital Conceição, em 26 de outubro de 2014, sua mãe ganhou alta, mas ele teve que ficar. Então Cassiane Machado, natural de Vacaria, foi indicada a casa de acolhimento Apascentar. “Pensei que fosse mentira”, comentou. Mesmo assim foi lá averiguar a situação com seu marido e, desde então, fica na Apascentar quando vem ao hospital para consultas.

Para Sueli Amaral, que desde 2008 convive com as “mãezinhas” do GHC, é gratificante ver isso acontecendo. “Ter participação na história das mães e das crianças é algo que me dá muita alegria. Chego a ir a Camaquã, Dom Pedrito, só para visitar as pessoas que passaram aqui. Não preciso fazer isso, mas faço porque gosto”, declarou ela, que hoje trabalha com a administração do espaço.

A respeito do processo de integração, a psicóloga Camila Nunes Stefani aponta que os acolhidos lavam suas roupas e estendem suas camas, fora isso nenhuma rotina é imposta a eles. Ainda assim é muito comum vê-los empregando seu tempo nas tarefas diárias, seja cuidando do canteiro ou ajudando na limpeza.

Para ser acolhido na casa, é necessário passar por uma avaliação do Serviço Social da respectiva unidade hospitalar. Pacientes e familiares podem ficar por tempo indeterminado, até o fim do tratamento. A casa de Acolhimento Apascentar funciona os sete dias da semana e fica na Rua Antônio Joaquim Mesquita, Bairro Passo D’Areia, em Porto Alegre.

Créditos: Lorenzo Leuck