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23.06.2016 ATENÇÃO BÁSICA

Workshop aborda os avanços e desafios nos dois anos de implantação do Programa Mais Médicos

Diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, participou da mesa de abertura que reuniu autoridades, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde

A abertura do Workshop Internacional “Avaliação em Saúde: Desafios do Programa Mais Médicos” reuniu autoridades, pesquisadores, gestores e profissionais da saúde na noite dessa quarta-feira, 22 de junho, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre. A diretora-superintendente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Sandra Fagundes, participou da mesa de abertura e foi a mediadora da Conferência “Mais do que Médicos: Saúde e Democracia”. O evento, cuja programação segue nesta quinta-feira, 23, é promovido pela Rede Observatório do Programa Mais Médicos e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O coordenador da Rede Governo, professor Alcindo Antônio Ferla, iniciou o workshop destacando o programa Mais Médicos como uma construção progressiva de um conceito de saúde mais generoso. Durante a atividade, ocorreu o lançamento do terceiro volume da Revista Rede Governo Colaborativo em Saúde, que ressalta a cooperação entre a UFRGS e a Universidade de Bolonha no sentido de aproximar a formação médica dos serviços de saúde no Brasil e na Itália.

Entre os dados apresentados pela revista, pesquisas comprovam como o Mais Médicos está reduzindo as internações ao aumentar a resolutividade de casos na atenção básica. O Mais Médicos faz parte das iniciativas da gestão federal do Sistema Único da Saúde (SUS) para fortalecer a atenção básica, constituindo-se como um campo potencial de inovação institucional para a qualificação dos serviços prestados pelo SUS.

Conforme ressaltou a superintendente Sandra Fagundes, o Programa Mais Médicos, que conta com mais de 18 mil profissionais, simboliza a história de construção e defesa do SUS no país. “Queremos agradecer aos profissionais do Mais Médicos, que estão contribuindo para a evolução civilizatória da sociedade brasileira. Esse é um programa que deve ser uma política pública, pois a presença de médicos, muitas vezes, significa a presença do Estado em algumas comunidades, que antes não eram atendidas”, enfatizou.

Já o secretário municipal de Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, ressaltou que a capital tem hoje a presença cerca de 100 médicos estrangeiros que atuam pelo Mais Médicos em diversos bairros da cidade. Gestoras de Viamão e Esteio também relataram como o programa qualificou o atendimento da Atenção Básica, principalmente em localidades periféricas destas cidades.

Avanços do programa

Na Conferência de Abertura, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Emerson Merhy analisou os indicadores de saúde do Mais Médicos, principalmente no impacto nas populações periféricas das cidades e trouxe um histórico do tema da saúde e da democracia no Brasil. “Conseguimos diversas conquistas quando a importância da vida da outra pessoa começou a ser priorizada no cuidado e nas políticas de saúde”.

Há dois anos e meio trabalhando no distrito Glória/Cruzeiro/Cristal, a médica venezuelana Dulce Suárez relatou que sente nas ruas de Porto Alegre a gratidão das pessoas atendidas pelo programa Mais Médicos. "Outro dia, dentro do shopping, uma criança puxou a mãe pelo braço e disse: 'Olha, mãe, a médica do brinquedo!' É uma das melhores experiências da minha vida, ter contribuído um pouco para a saúde da população brasileira."

Créditos: Lisandro Paim.