Aprimorar as práticas de cuidados às pessoas em situação de violência sexual foi o mote do painel de abertura desse miniestágio e curso de imersão, que ocorrerá entre 27 e 30 de junho, no Grupo Hospitalar Conceição (GHC).
A troca de experiências entre profissionais e serviços de atendimento foi o que prevaleceu nesse encontro, que contou com a presença de representantes da Secretaria Estadual da Saúde (SES), da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre, de Alvorada, Gravataí e Viamão e da diretoria do GHC e do Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV).
Representando a secretaria estadual de saúde, Gisleine Lima da Silva, afirmou que as instituições devem formar uma rede de trabalho colaborativa para combater a violência sexual. Já o representante da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre Roberto Bauer destacou a importância de uma educação permanente para combatê-la no território e nas unidades de saúde.
“O GHC tem uma grande responsabilidade social e um compromisso com atenção continua e integral aos pacientes”, afirmou o diretor técnico do GHC, José Fossari, a respeito do processo de humanização do atendimento, acolhimento e tratamento das pacientes.
Segundo o diretor técnico do HMIPV, Felipe Cabral, o tema da violência sexual é de suma importância e um dos pilares do HMIPV, que atende cerca de 1.500 crianças por ano pelo Centro de Referência no Atendimento Infanto-Juvenil (Crai), referente a abuso sexual. “Isso é assustador, mas é só a ponta do iceberg”, afirmou Cabral a respeito da dimensão do problema.
Para diretora-geral da Secretaria da Saúde de Viamão, Lisiane Fagundes, o ambiente de saúde é onde as mulheres devem se sentir seguras, acolhidas, sem serem julgadas. Para prevenir situações de violência sexual, segundo ela, é preciso assegurar os princípios do SUS não só no atendimento, como em todas as linhas de cuidado.
Créditos: Lorenzo Leuck.