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05.07.2016 REFERÊNCIA

ONU, MDSA e Sebrae conhecem implantação da compra de alimentos da agricultura familiar do GHC

Encontro ocorreu na manhã desta terça-feira, 5 de julho, no Centro Administrativo GHC, antes de visita às cooperativas
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Profissionais do GHC e visitantes reunidos.
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Superintendente Sandra Fagundes e diretor administrativo e financeiro Gilberto Barichello.
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Modelo de aquisição de alimentos foi apresentado a visitantes.

Profissionais e gestores do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS/ONU), do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e do Sebrae nacional estiveram no Estado para estudar o método de fomento à agricultura familiar implantado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Com a participação de diretores e gerentes do GHC, o encontro foi mediado pela integrante da Participação Cidadã Vera Beatriz Cruz e pelo presidente do Comitê Gestor do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/GHC) Richard Gomes.

O objetivo da visita foi estudar o modelo de aquisição de alimentos do GHC para ampliá-lo a outros órgãos públicos no Brasil e, assim, promover cultivo saudável de alimentos e incentivar a produção do pequeno produtor. “O GHC foi a primeira instituição a adquirir alimentos orgânicos da agricultura familiar, movimentando a economia, com incentivo ao pequeno produtor e à promoção de saúde, por meio da alimentação saudável. Tudo isso antes do respaldo da lei federal para as instituições públicas”, destacou a diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes.

O analista técnico do Sebrae nacional Luiz Carlos Rebelatto dos Santos e a representante do MDSA Hetel Leepkaln dos Santos enalteceram o pioneirismo do GHC na política de alimentação saudável e sustentável, que deverá servir de modelo às demais instituições públicas do país.

A lei 8.666 regulamenta a compra, por meio de licitação, dos alimentos nas instituições públicas. A partir de 2012, a lei recebeu mudanças jurídicas para estimular cooperativas e agricultura familiar, ao permitir compra direta com recursos próprios. “É uma quebra de paradigma que possibilita a compra com foco em alimento saudável, sem veneno, construindo viabilidade econômica, com incentivo à produção”, comentou o diretor administrativo e financeiro do GHC, Gilberto Barichello.

O GHC incentivou a implementação de políticas de desenvolvimento sustentável, como a criação da primeira cooperativa quilombola de alimentos orgânicos, que envolve 40 comunidades, além de amparar feiras de alimentos orgânicos. Conforme Richard Gomes, o processo de compra pública auxiliou no escoamento da produção do pequeno agricultor e tornou o produto orgânico e de qualidade acessível a trabalhadores e usuários dos hospitais.

Na parte da tarde, o grupo realizou visita a uma cooperativa em Viamão para ver de perto a produção da agricultura familiar.

Compra Institucional

O GHC foi pioneiro na modalidade Compra Institucional, como instituição de saúde, a aderir ao Programa de Aquisição de Alimentos, uma iniciativa conjunta dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e de Desenvolvimento Agrário. A implementação da política federal PAA foi um dos fatores que desencadeou esse processo, pois, a partir dela, foram criadas condições para que tanto o produtor individual, quando o associado e cooperativado pudessem vender para instituições públicas em modalidades compulsórias. Além de servir alimentos aos trabalhadores e aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de melhor qualidade, produzidos pela agricultura familiar, a medida vem gerando uma economia entre 10% e 15% para o GHC e contribuindo para a formação de uma rede produtiva e de inclusão social com atuação no campo e na cidade, ampliando e potencializando a produção agrícola no Estado e no país. Em média, o GHC fornece mais de 270 mil refeições por mês para funcionários, pacientes e seus acompanhantes.

Créditos: Diogo Zanella.