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06.07.2016 AGRICULTURA FAMILIAR

Ministério do Desenvolvimento Social visita cooperativa de Viamão que abastece o GHC

Encontro, na Cooperav, com ONU e Sebrae teve como objetivo estudar o programa implantado pelo Grupo Hospitalar Conceição para levar a outros órgãos públicos no Brasil
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Reunião na Cooperav.

Em decorrência da reunião realizada no Grupo Hospitalar Conceição, na manhã de 5 de julho, sobre iniciativa de fomento à agricultura familiar, a equipe de profissionais e gestores do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS/ONU), do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), do Sebrae nacional e do GHC visitou a Cooperativa dos Produtores Orgânicos da Reforma Agrária de Viamão (Cooperav), na tarde do mesmo dia.

Segundo a representante do MDSA Hetel Leepkaln dos Santos, que atualmente trabalha para abrir este mercado a outras instituições públicas como as Forças Armadas, o Exército, a Aeronáutica e restaurantes universitários, efetivar esse procedimento requer muita determinação de todos agentes envolvidos. Já para o analista do Sebrae nacional Luiz Carlos Rebelatto, é de suma importância desenvolver essas medidas para acessar o mercado de compras públicas de forma mais estruturada, a fim de beneficiar pequenos produtores e compradores públicos.

A Cooperav

A Cooperav está situada em um lote de 9,6 mil hectares que foi reapropriado pelo INCRA em 1998, pelo fato de seu antigo proprietário dever cerca 20 milhões para o INSS. 3 mil hectares foram classificados como área de conservação ambiental por ser o habitat de diversas espécies de animal ameaçadas de extinção. 1,2 mil hectares foi destinado a 376 famílias voltadas à agricultura, que passaram três anos percorrendo o Estado por não ter como plantar nem vender seus produtos. Desde então, o restante das terras é usado para plantio.

A partir de 2002, sua linha de produção se direciona principalmente ao cultivo orgânico de arroz e legumes. Atualmente 90% das vendas da cooperativa são feitas por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), pelos quais atendem nove municípios da região, entre eles Viamão, Porto Alegre, Gravataí, Alvorada e Cachoeirinha. Sua maior demanda vem de escolas públicas e outra parte da renda é arrecadada em feiras orgânicas.

Segundo o produtor José Luis Rodrigues, que integra a coordenação da Cooperav e a feira de alimentos orgânicos do GHC, destaca a importância da iniciativa para os agricultores. “Compras públicas existem há muito tempo, mas, apenas nos últimos anos, começaram a contemplar pequenos produtores, cooperativas e assentamentos”, explicou ele.

Em 2015, o GHC comprou, no valor de R$ 320 mil, 2 mil quilos de vegetais da Cooperav na modalidade de agricultura familiar do PAA. De acordo com o presidente do Comitê Gestor do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/GHC) Richard Gomes, desde então, a troca de experiências entre a cooperativa e o GHC tem sido frutífera e possibilita o surgimento de novas medidas voltadas para a produção e o consumo de alimentos.

“Substituir o macarrão feito de trigo pelo feito de arroz, por exemplo, não só diversificaria a produção da Cooperav, como levaria a uma alimentação mais nutritiva, com baixo nível de colesterol aos pacientes e funcionários do Grupo”, comentou Gomes, apontando as possibilidades de capacitações técnicas em núcleos de agricultura familiar.

A respeito da importância da produção orgânica de alimentos e de programas sociais como o PNAE e o PAA, o produtor Huli Marcos Zang, responsável pelo setor de produção e projetos de comercialização da Cooperav, afirmou que a cooperativa já realizou inúmeros debates e palestras sobre o tema. “Para transformar políticas de governo em políticas de estado é preciso muita conscientização e agentes públicos fazendo trabalho de base”, declarou Zang.

Créditos: Lorenzo Leuck.