Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional da Mulher Negra, o Grupo Hospitalar Conceição, por meio da Participação Cidadã, realizou nesta segunda-feira, 25, no espaço Inter-Religioso a “Roda de Conversa - Quebrando Tabus”.
O encontro contou com a presença da religiosa Mãe Nora, da estudante de história da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Vanessa Silva e da historiadora Priscila Pereira. Segundo Mãe Nora, para quebrar o tabu, é necessário falar não somente das religiões de matriz africana, mas também apresentar a cultura negra: “Para desmistificar as religiões de matriz africana, não se deve falar apenas em religiosidade, mas sim mostrar para as pessoas o que é a cultura afro”, explicou.
Em um bate-papo descontraído, as palestrantes falaram sobre a importância do dia 25 de julho para as mulheres negras, contando a história de pessoas que se destacaram ao longo dos anos como a líder quilombola Tereza Benguela, que lutou por duas décadas para que a comunidade negra resistisse à escravidão, e a militante da causa negra Lélia Gonzáles. O empoderamento da mulher também esteve em pauta na ocasião. “As pessoas falam sobre o cabelo crespo estar na moda, quando na verdade não é uma moda e sim um reflexo do empoderamento feminino, onde as mulheres estão entendendo que todos os tipos de cabelo são bonitos”, concluiu Priscila Pereira.
Após a palavra das convidadas, Mãe Nora buscou esclarecer as dúvidas dos trabalhadores do GHC em torno das religiões de matriz africana. Ao final da roda de conversa, as palestrantes apresentaram um tutorial sobre como fazer turbantes. Cerca de 35 pessoas, entre trabalhadores e usuários participaram da atividade que contou como horas de formação para os funcionários.
Créditos: Graziella Silva.