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29.07.2016 QUALIFICAÇÃO

Protocolos Assistenciais desenvolvidos pela Saúde Comunitária norteiam profissionais da Atenção Primária à Saúde

Alguns protocolos são utilizados como guia para o Ministério da Saúde e para outras instituições
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Protocolos Assistenciais.

Buscando qualificar a Atenção Primária à Saúde (APS), no ano de 2009, o Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição (SSC/GHC) desenvolveu protocolos assistenciais. Em sete anos, foram publicados cinco protocolos, são eles: Atenção à Saúde da Criança, Atenção à Saúde da Gestante de Baixo Risco, Atenção à Saúde da Criança e Adolescente com Asma, Tuberculose na APS, Atenção às Pessoas com Hipertensão e Diabetes.

Os protocolos fazem parte das Linhas de Cuidado estabelecidas e incluem o trabalho em rede com outros níveis de atenção. Eles são escritos por equipes multidisciplinares, compostas por mais de 30 profissionais da atenção primária, do ambulatório especializado e da internação. O material produzido têm a intenção de promover melhorias na prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de problemas e nas necessidades de saúde da população.

Baseados em evidências científicas, os protocolos são atualizados a cada dois anos e adaptados com base na experiência da equipe, nas necessidades em saúde da população e na prática dos serviços de Unidades de Saúde. Eles possuem informações de práticas atualizadas que servem para nortear as rotinas na atenção primária, fornecendo um fluxo padronizado para o manejo dos usuários, dependendo de sua condição clínica.

Segundo a organizadora dos protocolos, a médica de família e comunidade do SSC/GHC Maria Lúcia Lenz, a intenção é qualificar a atenção: “Os protocolos são usados como forma de educação permanente dos profissionais, pois eles reúnem evidências científicas sobre a integração do cuidado nos diferentes pontos de atendimento, como não atenção primária, ambulatório especializado e internação, permitindo que os profissionais entendam os limites do atendimento, ou seja, para até onde eles devem prestar assistência e quando deixa de ser da alçada da atenção primária à saúde e passa a fazer parte de outro ponto de atendimento”, explica.

Os protocolos estão disponíveis nas salas de atendimento das unidades de saúde do Serviço de Saúde Comunitária e no site da Escola GHC por meio do link http://escola.ghc.com.br/index.php/2013-06-05-18-36-26 e são utilizados por outras instituições, inclusive pelo Ministério da Saúde. “Nós ficamos surpresos, pois, em diversas situações, somos abordados em eventos externos e informados sobre estarem usando os nossos protocolos como guias, tanto fora como dentro do Estado em unidades de atenção primária à saúde que não são do GHC”, reconhece Maria Lúcia Lenz.

Confira os protocolos publicados

Atenção à saúde da criança de 0 a 12 anos

Aborda os aspectos fundamentais sobre a proteção da saúde da criança, entre eles: o fortalecimento de vínculos, identificação de situações que a coloquem em risco, imunizações, manejo de doenças mais frequentes, aspectos de saúde bucal e principais recomendações de acordo com cada faixa etária.

Atenção à saúde da gestante de baixo risco

Encontram-se descritas ações de educação em saúde, rastreamento, diagnóstico, condutas terapêuticas e encaminhamentos referentes ao acompanhamento pré-natal da gestante e seu parceiro. Atualmente, este protocolo está sendo atualizado por trinta profissionais do GHC de diferentes categorias profissionais, tais como: médicos de família e comunidade, enfermeiros, psicólogos, odontólogos, farmacêuticos, entre outros.

Atenção à saúde da criança e adolescente com asma

Aborda as principais recomendações para diagnóstico e manejo da criança e adolescente com asma em diversas instâncias: no domicílio, na unidade de saúde, na emergência, no ambulatório de pneumologia e na internação. Desenhou-se uma linha de cuidado com critérios de encaminhamento definidos e rotinas comuns para os diversos setores. Nos últimos três anos, o programa de asma, que segue as orientações do protocolo, reduziu 45% das internações pela doença.

Tuberculose na Atenção Primária à Saúde

Aborda a tuberculose enquanto problema de saúde pública. Apresenta a linha de cuidado da tuberculose implantada no Serviço de Saúde Comunitária e discute o papel dos serviços que compõem a rede de atenção à saúde e das diferentes categorias profissionais que compõem as equipes multiprofissionais de saúde. Apresenta de forma prática e ilustrada por meio de algoritmos como as equipes de APS podem realizar as ações educativas no território, busca ativa e investigação de sintomáticos respiratórios, realização do diagnóstico, tratamento e acompanhamento da TB em crianças, jovens, adultos, gestantes e pessoas vivendo com HIV-AIDS. Ainda questões como a realização do tratamento diretamente observado, o trabalho em rede intersetorial, a atenção a populações especiais e a biossegurança. Iniciativa norteada pelo protocolo aumentou a adesão dos usuários às unidades de saúde do GHC para tratamento e acompanhamento da doença.

Organização do cuidado às pessoas com hipertensão arterial sistêmica (HAS), em serviços de Atenção Primária à Saúde

Aborda de forma prática e ilustrada por meio de algoritmos como as equipes de APS podem realizar as ações de prevenção, rastreamento, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da HAS, em serviços de APS. Destaca as principais recomendações dessa área com base em evidências científicas e apresenta a proposta de linha de cuidado para essa condição crônica de saúde, organizada em parceria com profissionais que atuam nos ambulatórios especializados e hospitais do GHC.

Organização do cuidado às pessoas com diabetes mellitus tipo 2, em serviços de Atenção Primária à Saúde

Aborda de forma prática e ilustrada por meio de algoritmos como as equipes de APS podem realizar as ações de prevenção, detecção clínica, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da diabetes mellitus tipo 2, em serviços de APS. Destaca as principais recomendações dessa área com base em evidências científicas e apresenta a proposta de linha de cuidado para essa condição crônica de saúde organizada em parceria com profissionais que atuam nos ambulatórios especializados e hospitais do GHC.

Créditos: Graziella Silva.