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02.08.2016 ARTE

Sarau Cultural traz pintura, música e poesia ao GHC

O Chalé da Cultura proporcionou um momento de descontração entre trabalhadores e usuários da instituição
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O poeta Bernardino Fialho participou do Sarau.
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Geneci Santos e Maraguaia animaram a tarde interpretando sambas famosos.
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Júlio César de Souza expôs suas pinturas.

Realizado há seis anos, o sarau cultural busca fortalecer o elo entre saúde e cultura, propondo atividades lúdicas no pátio do Hospital Conceição. Na edição desta quarta-feira, dia 2 de agosto, uma exposição de pinturas de Júlio César de Souza, usuário de unidade de saúde do SUS, chamou a atenção de quem passava pelo Chalé. Souza, que começou a pintar há cerca de um ano em oficinas terapêuticas, tem hoje um acervo de mais de 50 pinturas e pretende começar um curso de desenho no Ateliê da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

“Me sinto bem quando pinto, especialmente quando posso sentir tinta nas minhas mãos”, afirmou Júlio César, contemplativo. Segundo a psicóloga responsável pela oficina, Giselda Endres, desde que começara a pintar, ele está mais solto e mais confiante para sair de casa e falar em grupo. “Ocasiões como o Sarau Cultural possibilitam aos pacientes serem reconhecidos, ajudando-os a saírem do isolamento e se inserirem na sociedade”.

“Enfermeira”, “Telefone Celular” e “Mochileiro” foram algumas das poesias pronunciadas por Bernardino Fialho, paciente da Unidade de Saúde Nossa Senhora Aparecida, que já se apresentou em outros momentos, como no aniversário de 55 anos do Hospital Conceição, no ano passado.

”Esse aí tem uma enciclopédia na cabeça”, comentou Júlio César durante os recitais de Bernardino, que foram acompanhados musicalmente por Maraguaia, que junto Geneci Santos, funcionária do GHC, interpretou sambas famosos. Marlon Farias, do programa Quartas Intenções da Rádio Comunitária Amorb, do Bairro Rubem Berta, também contribuiu com o encontro, tocando clássicos da música nativista.

Créditos: Lorenzo Leuck.