Dúvidas e preocupações comuns a portadores de marcapasso foram abordadas pela equipe de Cardiologia e por um engenheiro elétrico na manhã desta sexta-feira, 23 de setembro, na sala 1 da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP), no Hospital Conceição, em evento dirigido a usuários.
Segundo o cirurgião cardiovascular Nei Antônio Rey, o dia 23 de setembro foi escolhido em homenagem ao mês do nascimento do médico Décio Kormann, pioneiro da estimulação cardíaca brasileira e primeiro presidente do Deca, que conta hoje com 700 médicos associados em todo país. De acordo com Rey, atualmente no Brasil cerca de 50 mil implantes são realizados por ano, número muito pequeno, frisa ele, em relação a toda população.
O médico cardiologista Moacir Carlos Zeni explicou que o enfraquecimento no impulso elétrico do coração, seja por doenças ou por envelhecimento, leva as pessoas a precisarem usar o marcapasso. Já o cirurgião cardíaco Rafael Rey falou sobre o procedimento cirúrgico para o implante do aparelho.
Quanto ao que portadores podem ou não podem fazer, o engenheiro elétrico Carlos Nunes esclareceu que, apesar de haver muitos mitos em relação aos marcapassos, tais como não poder ficar perto de micro-ondas ou não poder fazer esportes, algumas precauções são válidas, como atender o celular do lado inverso do implante e sempre mostrar o comprovante de marcapasso para usar as portas alternativas dos bancos.
“Hoje os portadores de marcapasso podem ter uma vida normal”, afirmou o chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Conceição, Alfeu Rombaldi, sobre as restrições que foram superadas ao longo dos anos pelo avanço dessa tecnologia. Conforme Carlos Nunes, a durabilidade dos marcapassos teve um aumento exponencial. Nos anos 70, duravam no máximo três anos, hoje duram por volta de seis anos, e até 2020 projeta-se marcapassos que durem até dez anos.
O gerente da GEP, Abrahão Assein Arús Neto, esteve presente no evento representando o diretor técnico do GHC, Mauro Sparta.
Informações sobre o marcapasso
O que é
O marcapasso é um dispositivo eletrônico que foi idealizado para corrigir determinadas doenças do coração que reduzem a frequência dos batimentos cardíacos e produzem sintomas incapacitantes. O marcapasso artificial substitui o sistema elétrico natural do coração que, em condições normais, trabalha com cadência e frequência adequadas e responde de acordo com as necessidades do corpo humano.
Como funciona
O marcapasso é composto por um gerador (circuito eletrônico e uma bateria) e eletrodos, que são fios metálicos revestidos por uma fina camada de silicone. Conectados ao gerador,
conduzem a eletricidade para o coração.
Quando é utilizado
O marcapasso é utilizado para aumentar a frequência cardíaca nas doenças que reduzem as propriedades elétricas do coração, também denominadas bradicardias ou bloqueios. Nos casos em que o problema é a frequência alta ou taquicardia, utiliza-se outro dispositivo, denominado cardiodesfibrilador implantável, que pode solucionar essa anormalidade.
Para ler o guia ilustrado feito pelo Deca, clique abaixo.
http://www.deca.org.br/medica/arquivos/folder-DiaMarcapasso.pdf
Créditos: Lorenzo Leuck.