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27.09.2016 SAÚDE MENTAL

Prevenção do suicídio e a valorização da vida são tema de debate no GHC

Evento organizado pela Escola GHC promoveu reflexão sobre o assunto em alusão ao “Setembro Amarelo”, mês de conscientização sobre o suicídio
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Evento reuniu profissionais de saúde e residentes.
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Ivana Varella, do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HNSC e HCC.

“Hoje o suicídio mata mais do que a Aids”, declarou a médica Ivana Varella, do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia dos Hospitais Conceição e Criança Conceição, na manhã desta terça-feira, 27 de setembro, no auditório do Hospital Cristo Redentor (HCR).

Ivana, assim como outros palestrantes, utilizou dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) para expor a dimensão do problema ao público ali presente, formado por profissionais e residentes do Serviço de Saúde Comunitária, do Serviço Social, da Gestão do Trabalho, da Escola GHC, das Emergências, do Capsi, e de diversas áreas da instituição.

Conforme aponta a psiquiatra Fernanda Baeza, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e do Comitê Estadual de Promoção da Vida e de Prevenção ao Suicídio, em todo mundo, ocorrem cerca de 800 mil casos de suicídios por ano, o que equivale a um suicídio a cada 40 segundos, ou 11 casos em 100 mil pessoas, sendo a segunda maior causa da morte entre jovens de 15 a 29 anos, atrás apenas dos acidentes de trânsito.

No Brasil, a média anual é de cinco suicídios a cada 100 mil pessoas, variando de estado a estado. O Rio Grande do Sul tem o maior índice, oito a cada 100 mil, equivalente a três suicídios a cada 24h. De acordo com Ivana Varella, estudos recentes prevêem um aumento de 50% em todo país até 2020.

Fernanda Baeza explica que desastres, guerras, discriminação, trauma, perda de emprego ou de relacionamento, isolamento e estigma de procurar ajuda estão entre as principais causas do suicídio, porém, não incidem mais do que transtornos mentais, presentes em 95% dos casos. Ela também apresentou estratégias de prevenção voltadas ao âmbito da Saúde, destacando o papel de campanhas de conscientização sobre traumas e abusos e de redução de estigma a problemas de saúde mental e suicídio. Segundo ela, a prevenção não acontece somente pelo âmbito individual, mas também pelo social-comunitário e pelos serviços de saúde, que devem avaliar o risco de suicídio para oferecer suporte e tratamentos específicos seja na atenção primária ou na especializada.

No decorrer do evento, também foram apresentadas as palestras: “Apresentando o Centro de Valorização da Vida (CVV)”, com a coordenadora de divulgação e vice-coordenadora da Regional Gaúcha do CVV, Liziane Eberle; “Saúde e Espiritualidade”, com Bruno Paz Mosqueiro, do CAPS AD III do GHC; “Mindfulness como ferramenta de saúde”, com Leandro Pizutti, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e “Experiência do Atendimento ao Suicídio”, com a psicóloga Estefania Zanatta.

Créditos: Lorenzo Leuck.