A equipe de Farmácia da Emergência do Hospital Conceição (HNSC) apresentou, no dia 23 de setembro, um estudo realizado durante seis meses, entre 2015 e 2016, sobre o uso do medicamento omeprazol, no 5º Congresso Brasileiro de Medicina de Emergência Adulta e Pediátrica. O evento foi realizado na PUC-RS, entre os dias 20 e 23 do último mês.
O objetivo do estudo foi sugerir aos médicos a troca do tratamento com omeprazol injetável para o de via oral, nos casos em que não há contraindicação. A sugestão junto aos médicos foi facilitada pelo acesso da equipe farmacêutica aos dados do prontuário eletrônico dos usuários e pelos rounds multidisciplinares com as equipes médicas.
A análise foi realizada pelas farmacêuticas da Emergência do HNSC Emilene Barros da Silva Scherer e Andressa Lovato Tadiotto, pelas farmacêuticas residentes Lucia Collares Meirelles e Tamires Bortolozzo e pela acadêmica de farmácia do HNSC Raylane Silva de Freitas.
De acordo com Emilene, a terapia oral, além de diminuir custo, reduz os riscos de complicações e de infecções para o usuário. “A via oral é a mais segura que tem, pois a injetável pode provocar mais eventos adversos. Por isso, durante o período do estudo, nós observávamos, por meio prontuário do paciente se o paciente tinha via oral disponível e ausência de sangramento digestivo e mandávamos a sugestão de troca para o médico."
Ela destaca também a importância dos residentes e dos acadêmicos, para assegurar o levantamento de dados e viabilizar os estudos, e do farmacêutico clínico, para o trabalho de checagem farmacêutica de prescrições desenvolvido na Emergência do HNSC.
Em seis meses de observação, a média mensal de substituições do omeprazol injetável pelo de via oral aceitas foi de 83,16%. A economia gerada ao Grupo Hospitalar Conceição no período de análise da metodologia foi de R$ 8.994,01.
Créditos: Diogo Zanella.