“Nós retribuímos ao hospital o que um dia recebemos”, declarou Vera Beatriz Teixeira Dias, presidente do Grupo Voluntárias da Mama Conceição, na manhã desta quarta-feira, dia 5 de outubro, durante a abertura da 8ª Caminhada pela Vida contra o Câncer de Mama, evento promovido pelos serviços de Mastologia e de Onco-Hematologia do Hospital Conceição, em alusão ao Outubro Rosa, movimento mundial que chama atenção ao tema.
Mulheres que venceram a batalha contra o câncer de mama, pacientes que passam pelo tratamento, médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, além de voluntários que atuam diretamente no cuidado dessas usuárias, participaram do percurso, que foi do Hospital Conceição até o Shopping Bourbon Country e retorno ao hospital.
“Quem passou por isso, como eu, se emociona ao ver a quantidade de gente envolvida.”, afirmou a superintendente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Adriana Acker, a respeito do trabalho das equipes de saúde e do grupo de voluntárias, formada por mulheres que venceram a doença e passaram a promover prevenção, palestras, acolhimento e acima de tudo os direitos das pacientes com câncer de mama.
O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres
Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que a estimativa de câncer de mama no Brasil, no próximo ano, é de cerca de 58 mil novos casos da doença por ano. O número de mortes no ano de 2015 foi 14.388.
Representa 22% dos casos novos a cada ano, uma das maiores causas de morte de mulheres no mundo, apesar de ser uma doença com alta chance de cura, se descoberta precocemente.
O diretor técnico do GHC, Mauro Sparta, saudou a aura positiva, a vontade e a fé das manifestantes. “Vocês são um exemplo vivo, e nós, profissionais da saúde, precisamos aprender com seu otimismo”, disse ele.
Sparta também elogiou os serviços oferecidos pelo GHC, por meio do Hospital Conceição, do Hospital Fêmina e das unidades de saúde do Serviço de Saúde Comunitária, que atuam nos diferentes momentos da assistência às pacientes com câncer de mama: prevenção, rastreamento, diagnóstico, tratamento e reabilitação. Bem como a Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP), em trazer pesquisas e novas tecnologias para a instituição.
“Aprendi mais Medicina aqui do que nos livros e nas escolas”, afirmou o coordenador do Serviço de Mastologia do Hospital Conceição, José Luiz Pedrini, muito estimado pelas pacientes que se recuperaram do câncer de mama. Em sua fala, Pedrini apontou que a responsabilidade social e o comprometimento são características marcantes Grupo da Mama Conceição, que, nesta edição da caminhada, estava divulgando o direito das pacientes à reconstrução das mamas.
O coordenador do serviço de Onco-Hematologia do Hospital Conceição, Marcelo Capra, também esteve presente no evento, definindo a caminhada como “uma luta pela vida”. Para ele, o Grupo de Mama defende uma causa justa e digna, buscando por mais recursos e tecnologias no tratamento do câncer de mama.
Música e animação
Durante o momento de concentração no hospital, ocorreu a apresentação do coral Um Novo Horizonte, composto por adolescentes que cumprem medida socioeducativa na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), da cantora nativista Liane Tavares e das “vencedoras” do Grupo Hospitalar Conceição – trabalhadoras e usuárias que venceram a doença – com o Mc Jean Paul, que, logo após, animou, junto à assistente social do Grupo da Mama Conceição, Eunice Feijó, o trajeto até o Shopping Bourbon Country.
Há quatro anos marcando presença nas caminhadas, Jean Paul expressou sua satisfação em fazer parte desse movimento. “Cada ano saio daqui mais incentivado para conscientizar as pessoas sobre o tema”, afirmou ele.
Esse entusiasmo também chegou a Leda de Oliveira Macedo, que teve câncer de mama há 20 anos e, desde então, participa de todas as atividades Grupo da Mama Conceição. Desta vez, levou a faixa na linha de frente da manifestação.
Assim como Leda, Clair Rabello Vianna, 58 anos, teve o câncer diagnosticado e tratado no Hospital Conceição. “Me sinto vitoriosa. Só tenho a agradecer”, disse ela.
Por ano, o GHC realiza em média 8.800 mamografias, cerca de 12.500 consultas de Mastologia, 500 novos diagnósticos da doença e mais de 800 procedimentos oncológicos em pacientes com câncer de mama. Entre os 2.200 usuários em quimioterapia no GHC, metade são pacientes com este tipo de câncer.
Créditos: Lorenzo Leuck (Texto). Graziella Silva (Fotos).