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28.11.2016 CONSCIÊNCIA NEGRA

Ceppir/GHC realiza a entrega da comenda João Cândido

Solenidade ocorreu em prol de pessoas e entidades que contribuem para a qualidade de vida da população negra
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Homenageados na cerimônia de entrega da comenda João Cândido 2016.
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Ceppir/GHC e homenageados
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Coordenadora da Participação Cidadã do GHC, Rosângela Vianna Bellos, gerente da de Apoio do Hospital Conceição, Sandro Roberto Franciscatto, coordenador de Ensino da Escola GHC, Rodrigo Azevedo, e a Coordenadora da Ceppir/GHC, Sílvia Maria Godoy.
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Projeto Vozes Negras do Grupo Sarau GHC.
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Renan Ludwig e banda.

A cerimônia de entrega da comenda João Cândido ocorreu no auditório do Hotel Coral Tower, na última sexta-feira, 25 de novembro, organizada pela Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição (Ceppir/GHC).

Em clima de celebração, esse gesto, promovido pela Ceppir/GHC desde 2004, em alusão à figura histórica de João Cândido Felisberto, o “Almirante Negro”, marcou o fim das atividades do Mês da Consciência Negra no GHC. Na ocasião, Vera Beatriz Cruz, integrante da Ceppir, falou sobre a história de João Cândido e foram feitas apresentações musicais do “Projeto Vozes Negras” do grupo Sarau GHC e do grupo “Renan Ludwig e banda”.

Para a coordenadora da Participação Cidadã do GHC, Rosângela Vianna Bellos, essa instância proporcionou uma reflexão acerca da posição dos negros na sociedade e sobre a importância desse povo na formação social, histórica, política, religiosa, cultural e gastronômica do país.

“Bom seria se estivéssemos num estágio em que não fosse mais necessário lutar para sermos tratados com igualdade. Mas o fato é que ainda precisamos! Por isso, resgatar as lutas e enfrentar as contradições que a população negra no Brasil tem de superar é uma tarefa de todos que têm o compromisso com uma sociedade mais justa e solidária”, afirmou Rosângela.

Também compuseram a mesa de abertura do evento a coordenadora da Ceppir/GHC, Sílvia Maria Godoy, o coordenador de Ensino da Escola GHC, Rodrigo Azevedo, e o gerente da Unidade de Apoio do Hospital Conceição, Sandro Roberto Franciscatto.

Foram seis as categorias distinguidas este ano: Educação, Movimento Social, Artística e Literária, Representação Política, Cultura e In Memoriam.

Confira as realizações dos homenageados deste ano

Categoria Educação: Maria Luisa Rodrigues – Professora. Presidente do Instituto Cultural Kizomba, em Alvorada, e membro da Comissão de Etnias do Conselho Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul. Atua há dez anos em ações com crianças e jovens em trabalho de divulgação sobre a saúde da população negra.

Categoria Movimento Social: Maria Elaine Espíndola - Artista Plástica e Militante do Movimento Negro. Presidente do Mocambo Associação de Amigos e Moradores da Cidade Baixa. Recebeu o título de Griô pela Câmera Municipal de Porto Alegre, título que significa a pessoa que, numa comunidade, detém a memória de um grupo e conhecimento sobre as tradições.

Categoria Artística e Literária: Oscar Henrique Cardoso - Jornalista e Escritor.
Secretário executivo da Ong Grupo Multiétnico de Empreendedores Sociais e presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Povo Negro de Porto Alegre. Autor das obras literárias: “Nós”, “Entre louvores e amores”, “Cuidado”, “Palavra Viva”, entre outras.

Categoria Representação Política: Cleiton Silvestre Munhoz de Freitas - Vereador da Câmara Municipal de Porto Alegre. Autor da lei municipal referente ao feriado de 20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, e da lei complementar referente às cotas de 20% para negros e negras em concurso públicos municipais.

Categoria Cultura: Coletivo Oluchi Turbantes - Militantes do Movimento Feminista Negro. Grupo fundado em 2014 com o objetivo de promover o empoderamento de mulheres negras por meio de oficinas de sensibilização da estética negra, a partir do uso de turbante, em sua concepção, “um ato político de afirmação da beleza negra”

Categoria In Memoriam: Luiza Bairros - Ex-Ministra da SEPPIR - Presidência da República – Socióloga - in memoriam. Atuou no programa das Nações Unidas para o desenvolvimento humano, de gênero e raça, e no ministério do governo britânico para o desenvolvimento internacional. Também atuou no programa de combate ao racismo institucional do governo federal. Luiza é reconhecida como uma das principais lideranças do movimento negro no país, nas últimas quatro décadas, fazendo parte do grupo de ativistas que contribuem na luta pela superação do racismo e do sexismo.

Créditos: Lorenzo Leuck.