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24.02.2017 AVANÇO

GHC apresenta plano para racionalização dos atendimentos na Emergência do Hospital Conceição

Metodologia, que está sendo aplicada pela primeira vez em um hospital público, teve resultados expostos durante reunião com representante do Ministério da Saúde
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Reunião dos gestores com o secretário da SAS/MS, Francisco de Assis Figueiredo.
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Encontro com a equipe de trabalho.

Em reunião com o secretário de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, foi apresentado, na diretoria do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), na segunda-feira, 20 de fevereiro, o Plano de Ação para Adequação do Fluxo de Pacientes na Emergência. A iniciativa prevê o uso do Modelo de Cartão de Ação em três níveis, que estabelece intervenções com base na lotação da emergência.

A convite do secretário da SAS, o gestor de serviços de urgência e emergência, Welfane Cordeiro Júnior, realizou um diagnóstico, listando os principais problemas da Emergência do Hospital Conceição, destacando a saída do paciente do setor, como o principal deles. A partir disso, um relatório foi apresentado à diretoria do GHC. Segundo Welfane, houve então uma solicitação dos dirigentes para que ajudasse a fazer uma proposição de soluções.

O Plano de Ação é dividido em quatro eixos, que têm como objetivos principais reduzir a média de dias de internação do hospital, melhorar o fluxo dentro do bloco cirúrgico, agilizar exames e melhorar a experiência da passagem do paciente pelo setor. “Cada eixo tem uma série de estratégias, uma delas, que é ter um plano de contingência, nós o reestruturamos e baixamos a tolerância com a superlotação”, afirmou Welfane.

As ações do plano começaram a ser postas em prática em dezembro passado e já apresentam resultados como a redução de quatro horas no tempo de reocupação do leito, a redução na taxa de mortalidade e no tempo de permanência dos pacientes da Emergência.

De acordo com Welfane, as intervenções beneficiam a todos: “Você pode atender mais pessoas em menos tempo e com mais facilidade, o hospital passa a ser mais eficiente. Se o GHC faz 100 cirurgias, passará a fazer 200, isso tudo com a mesma equipe, a mesma quantidade de pessoas. Ou seja, a gente não tira nada do paciente, nem do médico, só tira o desperdício do tempo que é esperar alguém falar que o leito está desocupado, agora isso passa a ser feito imediatamente”

Esta é a primeira vez que o plano está sendo aplicado em um hospital público. “O resultado das ações me surpreendeu muito positivamente”, ressaltou Welfane. Segundo ele, “a expectativa é de que, baixando o tempo de permanência, o número de pacientes se mantenha adequado, praticamente sem investimento nenhum, só mudança de processos”, analisa. O secretário da SAS, Francisco de Assis Figueiredo, elogiou o trabalho que vem sendo realizado na emergência e parabenizou a direção e seus colaboradores envolvidos nesse processo.

EQUIPE COMPROMETIDA

Conforme a diretoria do GHC, os resultados alcançados foram possíveis graças ao envolvimento das equipes e gestores, que estão empenhados em colocar o plano em prática. Para a assistente de coordenação de Enfermagem da emergência, enfermeira Juliane Martin Prestes, houve uma melhora importante nas condições de trabalho, estando os profissionais mais motivados. Além disso, segundo ela, é possível fazer uma assistência de qualidade, pois o paciente é visto de forma integral. “O paciente não fica mais sentado no corredor, logo que interna na emergência já é acomodado no leito até subir para o andar”, completa a profissional. O médico da emergência Igor Gomes Souza também comemora a melhora na qualidade do atendimento aos pacientes e nas condições de trabalho das equipes. “O ambiente está mais organizado e controlado, o risco de erro dos profissionais vai ser menor”, diz ele.

Créditos: Graziella Silva.