Em reunião com o secretário de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, foi apresentado, na diretoria do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), na segunda-feira, 20 de fevereiro, o Plano de Ação para Adequação do Fluxo de Pacientes na Emergência. A iniciativa prevê o uso do Modelo de Cartão de Ação em três níveis, que estabelece intervenções com base na lotação da emergência.
A convite do secretário da SAS, o gestor de serviços de urgência e emergência, Welfane Cordeiro Júnior, realizou um diagnóstico, listando os principais problemas da Emergência do Hospital Conceição, destacando a saída do paciente do setor, como o principal deles. A partir disso, um relatório foi apresentado à diretoria do GHC. Segundo Welfane, houve então uma solicitação dos dirigentes para que ajudasse a fazer uma proposição de soluções.
O Plano de Ação é dividido em quatro eixos, que têm como objetivos principais reduzir a média de dias de internação do hospital, melhorar o fluxo dentro do bloco cirúrgico, agilizar exames e melhorar a experiência da passagem do paciente pelo setor. “Cada eixo tem uma série de estratégias, uma delas, que é ter um plano de contingência, nós o reestruturamos e baixamos a tolerância com a superlotação”, afirmou Welfane.
As ações do plano começaram a ser postas em prática em dezembro passado e já apresentam resultados como a redução de quatro horas no tempo de reocupação do leito, a redução na taxa de mortalidade e no tempo de permanência dos pacientes da Emergência.
De acordo com Welfane, as intervenções beneficiam a todos: “Você pode atender mais pessoas em menos tempo e com mais facilidade, o hospital passa a ser mais eficiente. Se o GHC faz 100 cirurgias, passará a fazer 200, isso tudo com a mesma equipe, a mesma quantidade de pessoas. Ou seja, a gente não tira nada do paciente, nem do médico, só tira o desperdício do tempo que é esperar alguém falar que o leito está desocupado, agora isso passa a ser feito imediatamente”
Esta é a primeira vez que o plano está sendo aplicado em um hospital público. “O resultado das ações me surpreendeu muito positivamente”, ressaltou Welfane. Segundo ele, “a expectativa é de que, baixando o tempo de permanência, o número de pacientes se mantenha adequado, praticamente sem investimento nenhum, só mudança de processos”, analisa. O secretário da SAS, Francisco de Assis Figueiredo, elogiou o trabalho que vem sendo realizado na emergência e parabenizou a direção e seus colaboradores envolvidos nesse processo.
EQUIPE COMPROMETIDA
Conforme a diretoria do GHC, os resultados alcançados foram possíveis graças ao envolvimento das equipes e gestores, que estão empenhados em colocar o plano em prática. Para a assistente de coordenação de Enfermagem da emergência, enfermeira Juliane Martin Prestes, houve uma melhora importante nas condições de trabalho, estando os profissionais mais motivados. Além disso, segundo ela, é possível fazer uma assistência de qualidade, pois o paciente é visto de forma integral. “O paciente não fica mais sentado no corredor, logo que interna na emergência já é acomodado no leito até subir para o andar”, completa a profissional. O médico da emergência Igor Gomes Souza também comemora a melhora na qualidade do atendimento aos pacientes e nas condições de trabalho das equipes. “O ambiente está mais organizado e controlado, o risco de erro dos profissionais vai ser menor”, diz ele.
Créditos: Graziella Silva.