“Apesar da crença usual de que ‘vacina é coisa de criança’, o calendário de vacinação mais atual e vigente está definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde e proporciona acesso a produtos recomendados para a população desde o nascimento até a terceira idade, que estão disponibilizados gratuitamente nos postos de vacinação da rede pública”, explicou a enfermeira e apoiadora técnica em imunizações para as 12 unidades de saúde da Gerência de Saúde Comunitária (GSC) do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Lisiane Andreia Devinar Périco.
Com o objetivo de prevenir, controlar, eliminar e erradicar doenças, 14 vacinas compõem o Calendário Nacional de Vacinação 2017 e elas são responsáveis por proteger a população de 17 tipos de doenças diferentes. Vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que facilita o acesso do usuário e a continuidade de todas as doses da imunização.
As vacinas atuam na prevenção de doenças ocasionadas por micro-organismos diferentes como vírus e bactérias e isto determina a duração da proteção, o que significa que algumas vacinas precisam ser aplicadas novamente ao passar de um determinado tempo, como é o caso da vacina contra a gripe, realizada anualmente. “Na vacina contra o tétano, a proteção é mais duradoura, necessitando de reforços a cada 10 anos”, esclareceu Lisiane.
Para ela, a população precisa estar atenta à relevância de não interromper os programas de imunização: “Diminuir o adoecimento e a morte por doenças que são possíveis de serem prevenidas por vacina é fundamental para todas as pessoas, independente de idade”, frisou.
Segundo Lisiane, o calendário de vacinação é atualizado periodicamente conforme avanços nas pesquisas. De acordo com a enfermeira, no início deste ano o calendário contou com modificações: “As alterações mais recentes referem-se à proteção de crianças e adolescentes contra o HPV e Meningite tipo C, com a inclusão dos meninos de 12 a 13 anos na proteção contra HPV e dos adolescentes (meninas e meninos) de 12 a 13 anos na vacinação contra a Meningite C”, explicou.
Para ter acesso às vacinas, o usuário deve se dirigir a qualquer unidade de saúde que tenha sala de vacinação, preferencialmente a sua unidade de saúde de referência. No GHC, as 12 unidades da Gerência de Saúde Comunitária realizam a aplicação de todas as imunizações que integram o calendário. Para que as pessoas tenham acesso e noção da necessidade das imunizações são realizadas campanhas e atividades como vacinação fora da área física da unidade de saúde e procura de usuários que faltam à vacinação.
Créditos: Graziella Silva.